Brasil Master Chopp, assim que se faz mídia

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A Brahma está realizando o 4o Brasil Master Chopp, campeonato de tiradores de chopp. A competição terá seletivas em 6 capitais, sendo a última em São Paulo, aonde será conhecido o profissional que participará da final mundial em NY.

O destaque da notícia, pelo menos para nós, fica por conta de que a Ambev está convidando alguns jornalistas a concorrerem em uma categoria exclusiva.

Encontrar bons bebedores entre os jornalistas certamente não será problema, agora tiradores de chopp, já não digo o mesmo.

Parabéns à Ambev. Afinal essa é uma das melhores formas de se alcançar bons resultados em mídia espontânea, fazendo com que a imprensa interaja com a ação como público final e não apenas como leitor de release.

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Jornalistas, é para tanto?

Após a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal pelo fim da obrigatoriedade do diploma para profissionais de jornalismo, foi dada a largada para uma enxurrada de manifestações de jornalistas contra a decisão. Um clima de insegurança parece tomar conta do ânimo desses profissionais, mas será que é pra tanto?

Em conversa com alguns empresários do segmento de comunicação, leia-se jornalismo, o blog Onze06 constatou algo um tanto previsível: nada mudou e provavelmente nada mudará. Para ser mais exato, foi praticamente unânime a opinião de que é mínima a possibilidade desses empresários contratarem pessoas sem diploma de jornalista para exercer tal função.

“Eu não contrataria alguém sem diploma para trabalhar na minha empresa, não pelo fator diploma, mas pela bagagem e experiência “forçada” que essas pessoa tem de passar numa faculdade, por pior que seja essa faculdade”, disse Flavia Viana, sócia da agência especializada em assessoria de imprensa VitrolaComm.

Ao que tudo indica realmente nada mudará, pois empresas sérias e que querem ver seus produtos e serviços manterem a qualidade em altos patamares não se darão ao luxo de contratar alguém despreparado apenas para poupar alguns trocados. Mas caso algo mude, será para melhor, já que a seleção natural tirará do mercado alguns players que insistem em sujar as vertentes oriundas do jornalismo, como Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.

RP do futuro = Boca a boca

Mais uma vez o tema se volta para mídias sociais, mas dessa vez vou deixar as palavras para o expert em RP, John Bell, diretor da Ogilvy PR nos Estados Unidos, que foi palestrante no 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, realizado durante essa semana pela Mega Brasil.

Para Bell, o Brasil se tornou um mercado explosivo de redes do tipo Twitter e Orkut, que detém 85% dos internautas conectados. Só isso representa um crescimento muito rápido no mundo do marketing dito boca a boca. Para ele, exatamente este tipo de propaganda que gera resultados, mas, também pode ser uma catástrofe. “A propagação de uma informação negativa a respeito de um produto é muito intensa e pode ser uma crise sem precedentes também”, disse.

Os profissionais de relações públicas devem ser “experts” em todos os tipos de mídia: comunidades, redes sociais, ou seja, todas aquelas relacionadas aos meios digitais. Com isso, os funcionários das agências também devem ser treinados nesse sentido, produzindo novas formas de engajamento. É preciso gastar muito tempo nesses projetos para obter bons resultados. “Compartilhar o marketing positivo, esse é o caminho para vender.” Conclui o diretor.

“É preciso ficar pronto para uma crise antes de ela acontecer. Não dá pra saber o tempo todo o que vai acontecer após alguém testar um produto e colocar sua opinião na internet. Velocidade e autenticidade são primordiais. O ideal é ser rápido para se desculpar, não dá pra controlar o que faz, mas é preciso estar pronto para agir”, finalizou John Bell.

Texto: Liliane Rodrigues.  Mega Brasil

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