Uma boa campanha não é tudo

Conforme publicamos algumas vezes aqui, a campanha Best Job in The World realizada pelo Estado de Queensland, Austrália,  mereceu cada um dos prêmios de mídia conquistados. Mas como também citado em outras oportunidades, um excelente trabalho realizado pelas agências de comunicação (RP e PP) pode ir por água abaixo se o cliente não cooperar. E a história fica ainda pior quando tudo barra em politicagem e burocracia.

Veja a notíca publicada hoje no Blue Bus:

Nao é fácil ter o melhor emprego do mundo. Ben Southall, que venceu o concurso ‘Best Job in the World’, campanha para o Tourism Queensland premiada em Cannes, está sendo criticado pela falta de assiduidade com que atualiza seu blog. Desde que assumiu a posição, no dia 1o, Southall só publicou 7 posts. 94,000 pessoas se registraram para receber updates do site. O Tourism Queensland atribuiu a falta de posts diários a dificuldades com acesso a internet e telefonia celular. Mas segundo o australiano Courrier Mail, Southall está com a agenda cheia – pedidos de entrevista de mais de 50 veiculos de todo o mundo, uma equipe de documentaristas acompanhando seus passos, coletivas de imprensa e até jantar com o primeiro ministro da Australia. De acordo com a matéria, os leitores do blog de Southall também criticam o fato de que ele está cumprindo itinerarios organizados pelo orgao de turismo e nao tem tempo para explorar a regiao por conta propria e ser mais criativo, divertido e pessoal nos seus relatos.

Ganância acima do jornalismo

Quando a ganância e o sensacionalismo tomam proporções exageradas, o resultao é óbvio: todos perdem. Muitos veículos brasileiros, e de peso, vivem a base disso, pois aprenderam a fórmula com a escola norte-americana. Mas aí está a escola norte-americana ensinando como não se deve fazer.

capaokApós pagar US$ 500 mil pela última imagem do cantor norte-americano Michael Jackson ainda com vida, a revista norte-americana OK! virou alvo de críticas e perdeu contratos de publicidade.

Morto no dia 25 de junho após sofrer uma parada cardíaca, o astro pop foi flagrado na entrada do hospital. Ele estava deitado em uma maca e respirava com a ajuda de aparelhos. A OK! usou essa imagem para ilustrar uma edição especial sobre Michael Jackson.

No entanto, o jornal New York Post informou que publicitários, leitores e até famosos ficaram revoltados com a divulgação da foto na capa da revista. “Várias agentes de publicidade cancelaram acordos já acertados por causa da proporção que a coisa tomou. É uma desgraça. Será um grande prejuízo”, afirmou uma fonte.

Notícia do Portal IMPRENSA

Evento = promover sucesso (ou fracasso)

Realizamos coletivas de imprensa, coquetéis, festas e outras delongas que resumindo são todos EVENTOS para promover algo, seja um novo produto/serviço, gerar relacionamento, comemorar algo especial, não importa, é EVENTO!

Segundo o Michaelis, Evento = Acontecimento, sucesso. Quanto ao “acontecimento”, acredito que todos concordem, mas e quanto ao sucesso?

Pipocou na última semana em sites, blogs e jornais do Brasil o evento realizado pela Adidas, no Rio de Janeiro, no último 22 de maio. Mas o que pipocou não foi o tal “sucesso” do Michaelis, pelo contrário, foi uma polêmica iniciada pelo jornalista João Paulo Cuenca, do O Globo. Ele foi à festa e publicou fotos dela em seu BLOG, mostrando itens de decoração da mansão aonde ocorreu o evento e, esses itens continham imagens de suásticas e elementos nazistas.

Se é crime propagar de qualquer forma o nazismo, isso todos sabem, mas não vamos falar disso. A entonação aqui é para os detalhes em um evento, detalhes que ajudam no seu sucesso ou fracasso. Para muitos pode parecer exagero, mas quando lidamos com o público, tudo pode ser nada e vice-versa, ainda mais quando lidamos com um público extremamente exigente e que não tem tempo a perder, como os jornalistas.

Assessor, RP e organizadores de evento em geral, quando o cliente ou o fornecedor te chamarem de chato e detalhista, faça com que eles entendam que o SUCESSO também depende do detalhe… e que os jornalistas olham tudo, até o que você, detalhista, não viu!

Um arranhão na imagem não sai com facilidade, demooooooora.

De quem é a culpa?

Parece até perseguição, mas se a Susana Vieria está na capa de alguma revista é porque algo deu errado ou ainda vai dar. Incompetência do designer? O editor de redação nao apita nada? Ou vamos em frente, o leitor é trouxa mesmo?

A Revista Caras vive dando foras, mas esse não dá pra passar em branco. Vejam abaixo e vão entender.

Esse é o close da foto da capa, ediçao de 13/03,  falando sobre o suposto novo namorado de Susana Vieira.

close-capa-caras

Essa é a foto original, na matéria dentro da revista. A mesma foto? Cadê o garanhão?

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Os demais comentários deixo pra vocês, divirtam-se.

Quem descobriu essa foi o blog Vida Ordinária. Clique e veja mais detalhes.

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