Publicações internacionais invadem nossa praia

Será que a praia nacional para o segmento de impressos está realmente ruim como vem sendo falado ao longo do ano?

É cada vez mais comum vermos títulos internacionais ganhando versões brazucas e, sempre com a mesma alegação: O mercado Brasileiro tem um potencial imenso para ser explorado… bla bla bla.

Cada vez mais nos convencemos de que quem está em crise no mercado editorial nacional, está porque quer. De um ano pra cá gigantes invadiram nossa praia, como a inglesa Maxim, as norte-americanas Car and Driver, lançada há pouco mais de um ano, e a Shape,  lançada nesse mês… sem contar repaginações, como é o caso da ELLE.

A estrela da vez é outra inglesa, a Mixmag, maior publicação mundial no segemnto de música eletrônica, DJ’s e afins. A revista existe desde o início dos anos 80 e neste mês terá sua primeira edição brasileira.

Mixmag Brasil será bimestral, circulação nacional, tiragem inicial de 30 mil exemplares e editada pela SAX Editora. Sua festa de lançamento será nessa sexta, 11, na Pacha São Paulo, com o DJ Deadmau5, figura que ilustra a capa da 1a edição.

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Jornalistas e Publicitários = top 10

Os jornalistas, profissionais de marketing e publicitários estão no seleto grupo dos profissionais com maior índice de credibilidade no Brasil, respectivamente nas quinta, oitava e nona posições, de acordo com a última pesquisa do grupo alemão GfK, que ouviu 17 mil pessoas em 16 países europeus, nos EUA e no Brasil. No plano internacional, porém, o desempenho foi bem mais modesto, com as mesmas ocupando as 12a, 13a e 16a posições.

Se, no Brasil, essas profissões têm índices de confiança de apenas 79%, 66% e 65%, no restante do mundo as cifras despencam para 41%, 39% e 28%, respectivamente, segundo os cerca de mil brasileiros ouvidos pela GfK. A profissão que obteve o maior índice de confiança da população foi a dos bombeiros, com 95% no Brasil e 92% no plano internacional, seguidos pelos carteiros (90% no Brasil, 81% no mundo), médicos (82% e 81%) e professores do ensino fundamental e médio (81% e 85%). Outra profissão que mostrou significativa diferença entre as percepções no Brasil e no mundo foi a dos pesquisadores de mercado, que estão em sexto lugar no Brasil, com 77%, e internacionalmente em nono, com 55%. Na lanterna da pesquisa, nenhuma surpresa: os políticos conseguiram apenas 16% no Brasil e 18% internacionalmente.

“De forma geral, os latino-americanos e, especialmente, os brasileiros costumam ser mais generosos nas suas avaliações em comparação aos europeus, norte-americanos e asiáticos”, explica Paulo Carramenha, diretor geral da GfK Brasil. De acordo com ele, é comum observar tais diferenças em projetos de pesquisa que envolvem comparações de resultados locais com internacionais (como em testes de produtos, de conceitos, embalagens, avaliação de imagem de marcas, de propaganda). Carramenha explica que, em pesquisa de mercado, o fenômeno é denominado “efeito gratidão” – que, segundo ele, leva-se em conta na análise dos resultados, que podem impactar em decisões importantes do cliente que está realizando a pesquisa. No caso das profissões, o efeito não interfere no ranking das profissões.

As pesquisas para a edição internacional de 2009 ocorreram entre fevereiro e março. Criado há 70 anos na Alemanha, o Grupo GfK tem hoje 115 subsidiárias e está no Brasil há 22 anos.

Notícia do Meio & Mensagem

Centimetragem de verdade

A Singular – Arquitetura de Mídia apresenta ao mercado uma novidade em mensuração de impactos de publicidade e reportagens publicados em jornais. Por meio de uma parceria com a Research and Analysis of Media (RAM), leitores são recrutados em painéis de pesquisa e avaliam diferentes aspectos, como layout e conteúdo.

As opiniões, compiladas em até 24 horas, possibilitam o estabelecimento de parâmetros de comparação entre veículos ou períodos de publicação. The Guardian, The New York Times e The Washington Post são alguns dos jornais que já utilizam a ferramenta, usada em 14 países. A RAM já realizou cerca de 15 milhões de pesquisas e conta com um banco de dados de 50 mil anúncios e reportagens avaliadas.

Noticia do Meio&Mensagem. Para saber mais sobre o novo metodo, clique em RAM

Jornalistas, é para tanto?

Após a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal pelo fim da obrigatoriedade do diploma para profissionais de jornalismo, foi dada a largada para uma enxurrada de manifestações de jornalistas contra a decisão. Um clima de insegurança parece tomar conta do ânimo desses profissionais, mas será que é pra tanto?

Em conversa com alguns empresários do segmento de comunicação, leia-se jornalismo, o blog Onze06 constatou algo um tanto previsível: nada mudou e provavelmente nada mudará. Para ser mais exato, foi praticamente unânime a opinião de que é mínima a possibilidade desses empresários contratarem pessoas sem diploma de jornalista para exercer tal função.

“Eu não contrataria alguém sem diploma para trabalhar na minha empresa, não pelo fator diploma, mas pela bagagem e experiência “forçada” que essas pessoa tem de passar numa faculdade, por pior que seja essa faculdade”, disse Flavia Viana, sócia da agência especializada em assessoria de imprensa VitrolaComm.

Ao que tudo indica realmente nada mudará, pois empresas sérias e que querem ver seus produtos e serviços manterem a qualidade em altos patamares não se darão ao luxo de contratar alguém despreparado apenas para poupar alguns trocados. Mas caso algo mude, será para melhor, já que a seleção natural tirará do mercado alguns players que insistem em sujar as vertentes oriundas do jornalismo, como Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.

Mídia espontânea vale ouro… ou mais

Matthew Robson, 15 anos, estagiário do banco Morgan Stanley, escreveu uma nota de pesquisa para clientes na 6a feira que gerou grande interesse por parte de executivos da Comunicaçao e também investidores.

O Financial Times destacou o boletim de Robson em sua primeira pagina hoje. O garoto reuniu informaçoes sobre os hábitos de consumo de mídia de sua geraçao – o conteudo foi considerado pelo banco de investimentos “um dos insights mais claros e mais geradores de reflexao que já vimos”.

Robson diz, por exemplo, que os adolescentes estão usando mais e mais a mídia, mas nao estão inclinados a pagar por ela. “Os adolescentes não usam o Twitter. Muitos assinaram o serviço, mas então sairam porque perceberam que eles não vao atualizar (principalmente porque postar no Twitter via celular gasta créditos, e eles preferem usar esses créditos para mandar SMS para os amigos). Eles perceberam que ninguém estava vendo seus perfis, entao seus tweets eram sem sentido”.

Robson comenta também sobre a mídia tradicional – vê TV, rádio e jornais perdendo terreno e diz que nenhum adolescente lê jornal regularmente. Detalha que a maioria “não vai se dar ao trabalho de ler páginas e páginas de texto enquanto pode ver as notícias resumidas na internet ou na TV”. Os únicos jornais que os adolescentes lêem sao os tablóides baratos e os gratuitos. Segundo Robson, sua geração não gosta da publicidade intrusiva – acha pop ups e banners “extremamente chatos e sem sentido”. Mas os adolescentes gostam e apoiam o marketing viral “porque ele frequentemente cria conteudo de humor e interessante”. Diz ainda que seus companheiros de geração sao “muito relutantes” em pagar por música e muitos nunca compraram um cd – a maioria baixa musicas ilegalmente. O dinheiro, eles preferem destinar ao cinema, shows e consoles de videogame.

Notícia do Blue Bus. Leia mais sobre no Media Guardian

Sou Jornalista e Publicitário. Como???

Há muitos anos já era sabido que um dia jornalistas e publicitários teriam de se juntar, ou mais do que isso, o mesmo profissional seria as duas coisas. Brigas e preconceitos entre essas áreas ainda existem, mesmo sendo claro que um depende do outro para a sobrevivência, ainda mais perante essa crise sem precedentes nos meios de comunicação.

O site True/Slant, recém lançado nos EUA, fez uma proposta interessante aos jornalistas colaboradores do portal, sugerindo que eles fossem os divulgadores do site e criassem comunidades de seguidores de suas notícias. Ou seja, os jornalistas seriam responsáveis por produzir noticias de conteúdo original, divulgá-las entre seus seguidores e onde mais fosse possível, além de terem de interagir com seus seguidores/leitores através dos comentários em suas notícias.

Esses jornalistas contam com um salário fixo, bonificações proporcionais ao tráfego que geram e ainda tem a opção de receber parte da receita publicitária que por ventura venham a gerar.

Talvez esse seja o início de um novo formato que poderá ajudar a equilibrar as finanças na comunicação e, quem sabe, equilibrar os ânimos entre jornalistas e publicitários.

Você acha que pode funcionar?

Notícia do Blue Bus e Media Guardian

Classe C, ela tem o poder

É comum ouvirmos um estudante ou recém formado dizer que seu desejo ou sonho é trabalhar com produtos ou serviços de luxo, destinados a pessoas da “Classe AAA”.

É mais comum ainda sermos sabatinados por notícias e pesquisas apontando o poder de consumo da Classe C e até D, mas nem sempre os estudantes e profissionais das áreas de comunicação ou qualquer outra dão ouvidos para isso. A pirâmide parece estar invertida, tem muita gente querendo enriquecer trabalhando com o luxo, com o caro, esquecendo aonde está a maior fatia da pirâmide.

A própria Rede Globo, sempre vista como elitista, tem dado o braço a torcer para esses fatos. É normal hoje vermos Joelma, da ultra popular Banda Calypso, participando de programas da emissora. Um exemplo mais banal é o da Casas Bahia, maior grupo varejista do Brasil e um dos maiores anunciantes de todas as mídias, inclusive da Rede Globo.

Veja abaixo trecho da matéria publicada hoje no Meio&Mensagem a respeito do poder da Classe C.

Em 2008, aproximadamente 20 milhões de pessoas passaram a fazer parte da classe C no Brasil, um segmento que representa 86 milhões de pessoas, ou 46% da população do País. Isso representa mais do que a população somada dos três estados mais densamente povoados dos Estados Unidos. E o crescimento dessa população deriva mais da subida das classes mais baixas – D e a E – do que da queda de gente das classes A e B.

Leia na íntegra, clique aqui.

Picuinha longe de acabar. É bom ou ruim pra nós?

Será que definitivamente surgiu “alguém” com “peito” pra encarar a Globo de frente e entrar com os pés, mãos e cabeça na briga pra derrubar o até então aparente monopólio da emissora? O interessante é que a principal concorrente, Record, parece disposta a brigar pra valer, custe o que custar. No início eu achava que era só fogo de palha da Record em querer encarar esse embate, mas não é o que está parecendo. Veja:

Mais uma vez o assunto espionagem volta a envolver a Globo e a Record. O diretor da Central Globo de Comunicação (CGCom), Luis Erlanger, disse a Ricardo Feltrin, que assina a coluna Ooops!, no UOL, que “não é de hoje que sabemos que a Record tenta copiar a Globo de um jeito ou de outro. Felizmente, são péssimos e copiam muito mal.” Ele se refere ao conteúdo muito semelhante do que foi ao ar nos últimos Globo Repórter e Câmera Record sobre a forma que algumas pessoas encontraram para se manter financeiramente e lucrar durante esse período de crise.

Alguns trechos foram idênticos, embora os protagonistas diferentes.

“A chamada do Câmera Record informando o tema que seria abordado na semana foi colocada no ar dois dias antes da ação da concorrente. Portanto, se alguém poderia ter usado informação alheia, não foi a Record”, defende-se a Record.

Se isso é bom pro telespectador e pro jornalismo eu não sei, mas algo tem que mudar, do jeito que está(va) não dá mais. O que você acha?

Veja mais em Comunique-se.

Crise? Nada! Oportunidade de Mudar

Como já foi dito em outros textos, a mídia impressa não irá morrer, mas sim, se modificar. E não há momento melhor para tirarmos as ideias das gavetas empoeiradas e usarmos a  velha máxima “é na crise que se cresce”.

Com todo esse problema de crise financeira, preservação de floresta, otimização de recursos e tudo mais os grandes produtores de conteúdo, que hoje “vendem suas notícias” impressas, estão repensando a maneira de disponibilizar e principalmente, gerar receita de uma maneira nova.

abaixo o texto publicado pela Elisa Araujo no bluebus detalhando o assunto.

O q fazer? Donos de jornais nos EUA estao investindo em leitores eletrônicos
Grupos editoriais que publicam jornais e revistas nos EUA que vivem uma crise com seus produtos impressos, não estão fingindo que não está acontecendo nada. Buscam plataformas alternativas ao papel para continuarem publicando seu conteúdo e vendendo publicidade. Estão se associando a empresas de tecnologia e apoiando o desenvolvimento de aparelhos alternativos ao Kindle, o leitor de livros eletrônicos da Amazon. Segundo noticia do Wall Street Journal, o grupo Hearst (San Francisco Chronicle, Houston Chronicle e Cosmopolitan, entre outros) está ligado a uma iniciativa da FirstPaper que pretende criar uma plataforma para download de jornais e revistas. O aparelho terá tela maior que o Kindle e poderá exibir anúncios.

Paralelamente, o Gannett (USA Today) e o Pearson (Financial Times) estão entre os donos de jornais que se associaram à Plastic Logic, uma startup que tem como projeto um tablet do tamanho de uma folha de papel carta e que seria capaz de exibir conteúdo de livros, jornais e documentos. O aparelho deve ser lançado no ano que vem e também permitirá a veiculação de publicidade. Ainda de acordo com o WSJ, a Apple está desenvolvendo um aparelho para leitura de livros digitais e periódicos e a News Corp está explorando a possibilidade de investir num aparelho concorrente do Kindle. A Sony, por sua vez, anunciou que vai lançar um leitor wireless capaz de baixar “conteúdo diário” e está conversando com algumas editoras.

SBT vai na onda da Globo, Record e Band

As emissoras de TV aberta começaram a perceber o novo filão da rede de microblog Twitter. As principais redes usam a ferramenta como mais uma forma de divulgação de notícias na internet.

O SBT foi a rede mais recente a aderir. Se lançou à novidade na última sexta-feira e completou a adesão à ferramenta no grupo. Desde então emite notas, com até 140 caracteres, para atrair atenção para novidades, assim como Globo, Record e Band, que mantêm páginas na rede há algum tempo.

Se na TV aberta a disputa pela audiência ainda mostra ampla liderança da Globo, no Twitter a briga é mais acirrada: a Globo está na frente com 2.989 seguidores, enquanto a Record vem em segundo lugar com 2.104. Apesar de ter lançado a página na sexta -feira, o SBT já tem 367 seguidores, contra apenas 100 da Band.

Do AdNews

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