O assessor de imprensa digital

Com as novas tecnologias e ferramentas, não é precipitado afirmar que os melhores profissionais de comunicação estão inseridos em uma esfera totalmente digital, constituída, principalmente, pelo Twitter, Facebook, blog, Listal, Delicius, Orkut, YouTube e MySpace, entre tantas outras social medias.

Isso porque as marcas e empresas têm a necessidade de, inicialmente, proteger suas identidades e propriedade intelectual e, em um segundo momento, faz-se necessário manter a reputação, se aproximar dos consumidores e traçar estratégias para interagir e conquistar um novo público.

Para que isso ocorra, há um cenário totalmente favorável. Pesquisa da Nielson Online aponta, por exemplo, que no Brasil mais de 80% dos usuários de internet já frequentam redes sociais, um número maior do que a média mundial, que é de 67%.

Outros resultados deste estudo também sustentam os investimentos neste universo tecnológico. No mundo, as pessoas ficam conectadas 11 horas por dia na internet e dedicam apenas uma hora às redes sociais. Já no Brasil, o número surpreende: a cada quatro horas, uma é dedicada às social medias.

Ouvir é o mais importante
Neste contexto, o papel do assessor de imprensa é importantíssimo para que alguns eventuais desvios não ocorram. O primeiro é a falta de clareza nas mensagens e a tentativa de enganar o consumidor. Recentemente, um grande e-commerce divulgou, no Twitter, que vendia determinado produto com desconto. Quando os internautas visitaram o site, perceberam que a história não era bem assim: pouquíssimas unidades daquele determinado produto estavam em liquidação; as demais eram vendidas pelo preço habitual.

Para tentar desfazer o ocorrido, o e-commerce lançou em seguida mais uma promoção. Via Twitter, a empresa informou que poucas unidades de um determinado produto estavam escondidas no site e que quem as encontrasse poderia adquirir com desconto.

Melhor assim, né? Se tivesse solicitado a ajuda da assessoria de imprensa, esse problema, provavelmente, não teria ocorrido e os consumidores compreenderiam toda a mensagem. Nas mídias sociais, que muitas vezes limitam a quantidade de caracteres da mensagem, o conteúdo conciso e claro é imprescindível. Nesse universo, menos é definitivamente mais!

Um outro problema das empresas presentes nas mídias sociais é não ouvir os usuários. Ou seja, postar conteúdo atrás de conteúdo e não se preocupar com o retorno e sugestões dos “seguidores” do Twitter, por exemplo. Muitas empresas, infelizmente, seguem essa linha e se esquecem de que ouvir é realmente o mais importante passo no processo de aprendizagem sobre as redes sociais na web.

Conteúdo e social media
Para fazer parte deste contexto, o assessor de imprensa precisa ser digital. Ou seja, ter habilidades e competências para propagar mensagens de marcas e empresas através de mídias sociais, contribuindo para um crescimento sustentável das corporações. O comunicador precisa, portanto, compreender este universo e explorá-lo ao máximo.

É claro que os outros campos não devem ser esquecidos. O americano John H. Bell, managing director da Ogilvy PR, já defendeu mais de uma vez que o assessor de imprensa precisar ser 20% digital, 20% estratégico, 15% conhecedor de mídias e 10% conhecedor do universo boca a boca. O restante dos percentuais – com menor peso – é divido entre o poder de pesquisa e de parceria, entre outras competências.

Na prática, a Ogilvy PR já desenvolveu projetos com esse norte. Uma fundação americana levou à John H. Bell o seguinte desafio: “Queremos ter reconhecimento global, não apenas de nosso país.” Para atender o cliente, a Ogilvy PR desenvolveu, basicamente, estratégias digitais, utilizando, por exemplo, blogs, Flicker, Facebook, MySpace e Twitter para propagar conhecimento e conteúdo.

O resultado foi alcançado em pouco tempo e o sucesso da iniciativa sustentou o que muitos especialistas adoram repetir: “Para ser global, use as mídias sociais.” A receita é simples de se seguir: estudos indicam que os consumidores são impactados diariamente por mais de 3.000 mensagens e que buscam conteúdos atraentes e divertidos.

Mesclar esse conteúdo com as social medias é, portanto, um tarefa que ainda intriga os comunicadores, mas que se tornou a chave do sucesso para qualquer iniciativa de assessoria de imprensa.

Seja bem-vindo à era do comunicador digital!

Texto de Rodrigo Capella
Fonte: Comunique-se

Fusão de RP’s = Ketchum além mar

Em uma das maiores fusões da indústria de Relações Públicas, o Grupo Omnicom  combinará as operações norte-americanas da Ketchum e da européia Pleon, para criar uma rede global formada pelos maiores players da indústria de RP, com mais de  2 mil colaboradores, que operam em 103 escritórios, em 66 países.

Globalmente, a nova agência irá operar com o nome de Ketchum, mas receberá o nome de Ketchum Pleon no Reino Unido e no continente europeu. O atual CEO e sócio sênior da Ketchum, Ray Kotcher, irá liderar a agência no mundo, enquanto Timo Sieg, chairman e CEO da Pleon, será o chefe executivo da agência na Europa e se juntará a equipe executiva global da companhia. A movimentação, que beira a quantia de US$ 400 milhões, torna a Ketchum um dos maiores grupos de comunicação do mundo.

De acordo com o presidente da Organização Internacional da Consultoria de Comunicações ex-CEO da Publicis Groupe da MS&L, Lou Capozzi, há a expectativa de mais junções e parcerias globais como essa acontecerem na indústria de Relações Públicas.

“As agências precisam oferecer uma cobertura global para seus clientes”, diz Capozzi. “Isso traz uma grande pressão para que as elas cresçam e expandam suas redes para que também as suas grandes contas possam crescer em importância. É um passo muito inteligente da Ketchum”, complementa o especialista.

Para a Ketchum, que possui uma respeitável presença na Espanha e no Reino Unido, a fusão não apenas reforça sua investida em escala mundial, mas também torna a Ketchum o principal player de RP na Alemanha – uma das maiores economias do planeta e base mais forte das operações da Pleon.

Para a Pleon, cujo único passo nos Estados Unidos foi o trabalho realizado para as demais agências do Omnicom, a fusão proporciona um significativo aumento da presença local. A agência também fará uso das ofertas praticadas pela Ketchum no Reino Unido e na Espanha, onde sua presença até então era mínima.

Via MMonline

RP, sua hora é essa

A estréia da categoria RP no festival de Cannes esse ano já revela muito sobre esse mercado que não para de crescer no mundo e no Brasil, mas também aponta para a necessidade de profissionalização e desmistificação desse segmento, principalmente aqui, em território nacional.

Na matéria publicada hoje pelo MM Online com excelentes depoimentos de Andrew Greenlees, sócio da CDN Comunicação e jurado brasileiro de RP no festival, fica claro o potencial ainda inexplorado e algumas carências desse segmento… que por sinal são as razões da existência desse Blog que vos escreve.

Vejam algusn trechos da matéria e repare nos trechos destacados em bold.

Andrew Greenlees, vice-presidente e sócio da CDN Comunicação Corporativa estava com um pé atrás para a primeira edição, a começar pela própria conceituação da categoria. “Existe uma discussão que temos entre os jurados a respeito de como você define o que é PR. Várias campanhas diferentes podem utilizar, em algum momento, uma estratégia de PR, seja baseada em pesquisa, evento, relação com a imprensa ou em ações digitais. É uma tendência do mercado. As empresas de comunicação buscam oferecer um leque cada vez mais amplo de serviços”, afirma Greenlees.

Para Greenlees, a chegada de PR a Cannes é um indicativo da tendência de se reduzir as fronteiras entre as modalidades. Além do que, seria uma mostra de que PR está ganhando profissionalismo. “É um setor que cresce no Brasil. Já atingiu US$ 1 bilhão e é representado por uma associação que tem 317 associados”, diz o executivo, referindo-se à estimativa da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom).

Greenlees revela que, na volta, planeja combinar com a entidade alguma maneira de repassar o conhecimento de Cannes para o mercado, até para que sirvam como parâmetros para o festival do ano que vem.

Veja na integra, clique aqui.

Liberdade não é exclusividade da imprensa

A Petrobras deu uma verdadeira aula de democracia e liberdade de opinião com a recente criação do seu blog Fatos e Dados.

Pra quem ainda não se “linkou” no que está rolando, o blog é resumidamente uma forma da estatal de mostrar à massa o que é liberdade de imprensa. A empresa recebe as perguntas dos jornalistas e veículos, responde e as publica em seu blog antes mesmo do veículo, alegando que essas informações são de propriedade do entrevistado e não necessariamente do entrevistador… o que é a pura verdade, afinal, o conteúdo ali abordado é sobre o entrevistado. É dele!

Além de mostrar na íntegra pra quem quiser ver o que foi perguntado e respondido, é uma forma de minimizar efeitos nocivos de jornalistas e veículos que manipulam entrevistas, como por exemplo, o simples fato de ocultar trechos de respostas, passando uma impressão falsa do real conteúdo ou mostrando apenas o que interessa para o veículo.

Alguns veículos e jornalistas têm repudiado a iniciativa da Petrobrás, alegando que a empresa quebra a exclusividade da matéria e antecipa de “mão beijada” o conteúdo para o veículo concorrente, além de ir contra a liberdade de imprensa.
O que parece é que boa parte da imprensa não sabe o real sentido da palavra LIBERDADE, e que ela é para todos e não de exclusividade da imprensa.

Na última quinta-feira a Petrobras flexibilizou suas regras e se comprometeu a publicar as entrevistas respondidas em seu blog apenas à meia noite do mesmo dia em que ela será publicada no veículo do entrevistador. Sensato.

As coisas mudaram! Não vão mudar, já mudaram. Agora só falta saber se essas mudanças vão desbancar alguns ditadores que mantém o nível de informação do povo nos patamares de décadas atrás.

Mais uma vez ela é a responsável por tal mudança, a INTERNET. Veículos e jornalistas influenciadores de opiniões ainda refutam certas mudanças, mas por quê será? Medo de não se adaptarem ou medo de perderem a força manipuladora de suas opiniões perante a um povo sem iniciativa PRÓPRIA?

Comunicação integrada, Yes, we can!

Terminou ontem o Clio Awards, principal prêmiação de comunicação dos EUA.

obama_ywcO Grand Clio, prêmio mais desejado da “competição”, contempla a campanha que mais integrou todas as vertentes da comunicação, RP, PP, AI, Mídias Sociais entre outras. E como já era de se esperar, quem levou o prêmio máximo foi a campanha de Barack Obama para a última eleição presidencial norte-americana, que foi a grande responsável por colocá-lo aonde etá hoje.

Que se investiu cifras astronômicas nessa campanha todos sabem, mas não há como negar que foi uma das campanhas mais completas já vistas no universo da COMUNICAÇÃO. Duvida? Então pergunte agora pra primeira pessoa que passar na sua frente: o que você acha do Obama?

A campanha atingiu a todos, pela imprensa, Twitter, blogs ou boca-a-boca.

Mais: Clio Awards

Jornalismo no futuro: é pra já!

Vamos falar do futuro do jornalismo? Não, é presente mesmo! Tá aí mais uma prova pra quem ainda não acredita que a internet JÁ é prioridade.

Prevendo a possível falência do sistema de notícias e mídia como conhecemos, as escolas de jornalismo já começam a procurar alternativas. A Northwestern University, em Chicago, está anunciando bolsas de estudo para programadores. A intençao é formar um novo tipo de profissional, que una o conhecimento de informática e web com as habilidades de um jornalista, e que assim possa estar preparado para a mídia do futuro.

Saiba mais sobre o curso, clique aqui!

Do BlueBus

Assessores x Jornalistas. Pq não Assessores + Jornalistas?

O que os jornalistas acham do follow-up? Qual o pior defeito de um assessor? Essas são algumas das perguntas lançadas no livro “Assessor de imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia”, do jornalista Rodrigo Capella.

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“O livro é resultado de uma tese de pós-graduação que apresentei na PUC-SP. A pesquisa começou em 2004, com 18 estudos, 18 pesquisas de relacionamento entre assessores e jornalistas”, conta Capella.

O estudo revela que 27% dos jornalistas acham o follow-up irritante, mas que 86% destes profissionais veem os assessores como parceiros. “Isso quebra a ideia de que o assessor só existe para divulgar a empresa que ele atende. Essa percepção já chegou à redação”, afirma.

Por outra parte, para 50% dos jornalistas, o pior defeito do assessor de imprensa é a insistência, querer “vender o peixe” a qualquer custo.

“O bom assessor é aquele que conhece o dia-a-dia do profissional de redação, os diferenciais dos veículos e a necessidade do jornalista”, define Capella.

Veja mais em Comunique-se e repare nos comentários dos leitores, são no mínimo interessantes. O tema realmente dá “pano pra manga”.

Para RP’s, Assessores de Imprensa e demais

O Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa terá sua 12ª edição entre os dias 27, 28  e 29 desse mês, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e deverá reunir aproximadamente 800 profissionais de todo o país.

O tema central dessa edição será  “O novo patamar da Comunicação Corporativa no Brasil”.

Além de 40 conferencistas brasileiros o evento trará quatro convidados internacionais. São os norte-americanos John Bell (Ogilvy PR), Jon Higgins (Ketchum) e Jack Bergen (Alcoa), além da inglesa Rebecca Mayo, da Agência Lansons.

O encontro também contará com uma homenagem ao presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, que receberá no evento o Prêmio Personalidade da Comunicação – 2009.

A programação do Congresso contempla, no total, quatro Conferências Internacionais, três nacionais, 24 palestras, oito workshops e um painel final, com um balanço do evento e o melhor do conteúdo apresentado.

As inscrições já estão abertas: R$ 980 (exceto workshops) até o próximo dia 25, pelo site Mega Brasil.

Outras informações, eventos@megabrasil.com.br ou 11- 5576.5600, com Aline ou Laura

Madonna em campanha de RP para pessoa física

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Madonna não desistiu de adotar Mercy, uma menina de Maláui, na Africa. Insiste mesmo depois de ter ouvido as autoridades do país rejeitarem seu pedido de adoção. Esta noite, a pop star lançou uma ofensiva de relações públicas.

Através de sua gravadora, a Warner, divulgou uma foto em que aparece com Mercy no colo, a menina dormindo, aconchegada junto ao seu corpo. Uma imagem maternal. E Madonna também enviou um email a um jornal de Maláui. “Eu quero oferecer a Mercy um lar, um ambiente familiar amoroso e a melhor educaçao e saude possiveis”

do BlueBus

Clio Awards terá prêmio para RP

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Após o anuncio de que o Festival de Cannes, maior premiação publicitária do mundo, terá em 2009 premiação para Relações Publicas, o Clio Awards entrou na onda.

Considerado o mais importante prêmio da publicidade norte americana, o Clio Awards, que esse ano completa sua 50a edição, terá pela primeira vez a categoria Comunicação Estratégica e Relações Públicas. A categoria premiará o melhor trabalho de mídia espontânea, ou seja, publicidade não paga.

O júri da área será liderado pelo presidente da Edelman, Richard Edelman, e os trabalhos inscritos serão divididos em três subcategorias: consumo, imagem corporativa e gestão de crise.

O evento acontecerá entre os dias 12 e 14 de maio, em Las Vegas. As inscrições já estão encerradas para todas as categorias: www.clioawards.com

Bamos que bamos, estamos começando a existir aos olhos do mundo!

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