Mídia espontânea vale ouro… ou mais

Matthew Robson, 15 anos, estagiário do banco Morgan Stanley, escreveu uma nota de pesquisa para clientes na 6a feira que gerou grande interesse por parte de executivos da Comunicaçao e também investidores.

O Financial Times destacou o boletim de Robson em sua primeira pagina hoje. O garoto reuniu informaçoes sobre os hábitos de consumo de mídia de sua geraçao – o conteudo foi considerado pelo banco de investimentos “um dos insights mais claros e mais geradores de reflexao que já vimos”.

Robson diz, por exemplo, que os adolescentes estão usando mais e mais a mídia, mas nao estão inclinados a pagar por ela. “Os adolescentes não usam o Twitter. Muitos assinaram o serviço, mas então sairam porque perceberam que eles não vao atualizar (principalmente porque postar no Twitter via celular gasta créditos, e eles preferem usar esses créditos para mandar SMS para os amigos). Eles perceberam que ninguém estava vendo seus perfis, entao seus tweets eram sem sentido”.

Robson comenta também sobre a mídia tradicional – vê TV, rádio e jornais perdendo terreno e diz que nenhum adolescente lê jornal regularmente. Detalha que a maioria “não vai se dar ao trabalho de ler páginas e páginas de texto enquanto pode ver as notícias resumidas na internet ou na TV”. Os únicos jornais que os adolescentes lêem sao os tablóides baratos e os gratuitos. Segundo Robson, sua geração não gosta da publicidade intrusiva – acha pop ups e banners “extremamente chatos e sem sentido”. Mas os adolescentes gostam e apoiam o marketing viral “porque ele frequentemente cria conteudo de humor e interessante”. Diz ainda que seus companheiros de geração sao “muito relutantes” em pagar por música e muitos nunca compraram um cd – a maioria baixa musicas ilegalmente. O dinheiro, eles preferem destinar ao cinema, shows e consoles de videogame.

Notícia do Blue Bus. Leia mais sobre no Media Guardian

Ganância acima do jornalismo

Quando a ganância e o sensacionalismo tomam proporções exageradas, o resultao é óbvio: todos perdem. Muitos veículos brasileiros, e de peso, vivem a base disso, pois aprenderam a fórmula com a escola norte-americana. Mas aí está a escola norte-americana ensinando como não se deve fazer.

capaokApós pagar US$ 500 mil pela última imagem do cantor norte-americano Michael Jackson ainda com vida, a revista norte-americana OK! virou alvo de críticas e perdeu contratos de publicidade.

Morto no dia 25 de junho após sofrer uma parada cardíaca, o astro pop foi flagrado na entrada do hospital. Ele estava deitado em uma maca e respirava com a ajuda de aparelhos. A OK! usou essa imagem para ilustrar uma edição especial sobre Michael Jackson.

No entanto, o jornal New York Post informou que publicitários, leitores e até famosos ficaram revoltados com a divulgação da foto na capa da revista. “Várias agentes de publicidade cancelaram acordos já acertados por causa da proporção que a coisa tomou. É uma desgraça. Será um grande prejuízo”, afirmou uma fonte.

Notícia do Portal IMPRENSA

Com 6 cervejas encontro quem eu quiser

Baseado na teoria de que qualquer um está separado a no máximo 6 pessoas de outra, a Cerveja Autraliana deu continuidade ao seu projeto “6 Beers of Separation”.

Foram escolhidos 4 participantes, através de um concurso online. Os selecionados receberam um Pack com 6 garrafas de Toohey’s, 12 mil dólares e 18 dias. A missão: encontrar seus ídolos distribuindo, no máximo, as 6 cervejas.
A campanha mistura publicidade e reallity show.

Foram 150 mil quilômetros viajados, 167 horas filmadas e viagens por mais de 15 cidades em três continentes.

Já existem 6 episódios disponíveis online no site da campanha: http://6beersofseparation.com.au/

Não dá pra dizer que foi uma campanha barata, mas que está gerando o maior barato na mídia, está!

Veja o trailler:

11 milhões em mídia espontânea. Quer mais?

Kit Kat. Grand Prix de Mídia em Cannes.

A JWT do Japão levou o Grand Prix de Media. A peça criada é um cartão postal comestível, quer dizer, não o papel, mas sim o produto que vem junto, um Kit Kat.

No ocidente todo mundo conhece Kit Kat como chocolate, mas lá no Japão é Kitto Katsu, que significa sorte, algo como “você vai conseguir”. O que a JWT fez foi transformar o chocolate em um talismã, uma mensagem/cartão postal de boa sorte para os estudantes durante os exames escolares.

O cartão postal foi vendido em mais de 20 mil agências dos correios pelo país. O resultado da ação foi um sucesso incrível e gerou mais de 11 milhões de dólares em mídia espontânea  e o que seria uma ação sazonal tornou-se um produto permanente da Nestlé.

Veja o case no vídeo abaixo.

Cannes Lions 2009: Grand Prix Media – Kit Kat Mail

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