Campanha de Obama é vitoriosa em todos os sentidos

Depois de levar o prêmio máximo no Clio Awards (veja aqui) em maio desse ano, a campanha eleitoral de Barack Obama faturou o prêmio máximo mais uma vez, dessa vez no festival de Cannes.

A campanha vitoriosa que tornou Obama o presidente dos EUA faturou dois Gran Prix nessa edição de Cannes, nas áreas de Titanium e Integrated, que são os prêmios mais cobiçados do festival.

A categoria Integrated, como o próprio nome diz, premia a campanha que foi mais competente na integração entre todas as vertentes da comunicação, como RELAÇÕES PÚBLICAS, PP, Mídias Sociais (Online), etc.

Comentários sobre a efetividade da campanha creio que sejam dispensáveis, pois basta ver quem é o atual presidente dos EUA e a populariade que ele atingiu antes mesmo de ser eleito.

O assessor de imprensa digital

Com as novas tecnologias e ferramentas, não é precipitado afirmar que os melhores profissionais de comunicação estão inseridos em uma esfera totalmente digital, constituída, principalmente, pelo Twitter, Facebook, blog, Listal, Delicius, Orkut, YouTube e MySpace, entre tantas outras social medias.

Isso porque as marcas e empresas têm a necessidade de, inicialmente, proteger suas identidades e propriedade intelectual e, em um segundo momento, faz-se necessário manter a reputação, se aproximar dos consumidores e traçar estratégias para interagir e conquistar um novo público.

Para que isso ocorra, há um cenário totalmente favorável. Pesquisa da Nielson Online aponta, por exemplo, que no Brasil mais de 80% dos usuários de internet já frequentam redes sociais, um número maior do que a média mundial, que é de 67%.

Outros resultados deste estudo também sustentam os investimentos neste universo tecnológico. No mundo, as pessoas ficam conectadas 11 horas por dia na internet e dedicam apenas uma hora às redes sociais. Já no Brasil, o número surpreende: a cada quatro horas, uma é dedicada às social medias.

Ouvir é o mais importante
Neste contexto, o papel do assessor de imprensa é importantíssimo para que alguns eventuais desvios não ocorram. O primeiro é a falta de clareza nas mensagens e a tentativa de enganar o consumidor. Recentemente, um grande e-commerce divulgou, no Twitter, que vendia determinado produto com desconto. Quando os internautas visitaram o site, perceberam que a história não era bem assim: pouquíssimas unidades daquele determinado produto estavam em liquidação; as demais eram vendidas pelo preço habitual.

Para tentar desfazer o ocorrido, o e-commerce lançou em seguida mais uma promoção. Via Twitter, a empresa informou que poucas unidades de um determinado produto estavam escondidas no site e que quem as encontrasse poderia adquirir com desconto.

Melhor assim, né? Se tivesse solicitado a ajuda da assessoria de imprensa, esse problema, provavelmente, não teria ocorrido e os consumidores compreenderiam toda a mensagem. Nas mídias sociais, que muitas vezes limitam a quantidade de caracteres da mensagem, o conteúdo conciso e claro é imprescindível. Nesse universo, menos é definitivamente mais!

Um outro problema das empresas presentes nas mídias sociais é não ouvir os usuários. Ou seja, postar conteúdo atrás de conteúdo e não se preocupar com o retorno e sugestões dos “seguidores” do Twitter, por exemplo. Muitas empresas, infelizmente, seguem essa linha e se esquecem de que ouvir é realmente o mais importante passo no processo de aprendizagem sobre as redes sociais na web.

Conteúdo e social media
Para fazer parte deste contexto, o assessor de imprensa precisa ser digital. Ou seja, ter habilidades e competências para propagar mensagens de marcas e empresas através de mídias sociais, contribuindo para um crescimento sustentável das corporações. O comunicador precisa, portanto, compreender este universo e explorá-lo ao máximo.

É claro que os outros campos não devem ser esquecidos. O americano John H. Bell, managing director da Ogilvy PR, já defendeu mais de uma vez que o assessor de imprensa precisar ser 20% digital, 20% estratégico, 15% conhecedor de mídias e 10% conhecedor do universo boca a boca. O restante dos percentuais – com menor peso – é divido entre o poder de pesquisa e de parceria, entre outras competências.

Na prática, a Ogilvy PR já desenvolveu projetos com esse norte. Uma fundação americana levou à John H. Bell o seguinte desafio: “Queremos ter reconhecimento global, não apenas de nosso país.” Para atender o cliente, a Ogilvy PR desenvolveu, basicamente, estratégias digitais, utilizando, por exemplo, blogs, Flicker, Facebook, MySpace e Twitter para propagar conhecimento e conteúdo.

O resultado foi alcançado em pouco tempo e o sucesso da iniciativa sustentou o que muitos especialistas adoram repetir: “Para ser global, use as mídias sociais.” A receita é simples de se seguir: estudos indicam que os consumidores são impactados diariamente por mais de 3.000 mensagens e que buscam conteúdos atraentes e divertidos.

Mesclar esse conteúdo com as social medias é, portanto, um tarefa que ainda intriga os comunicadores, mas que se tornou a chave do sucesso para qualquer iniciativa de assessoria de imprensa.

Seja bem-vindo à era do comunicador digital!

Texto de Rodrigo Capella
Fonte: Comunique-se

Fusão de RP’s = Ketchum além mar

Em uma das maiores fusões da indústria de Relações Públicas, o Grupo Omnicom  combinará as operações norte-americanas da Ketchum e da européia Pleon, para criar uma rede global formada pelos maiores players da indústria de RP, com mais de  2 mil colaboradores, que operam em 103 escritórios, em 66 países.

Globalmente, a nova agência irá operar com o nome de Ketchum, mas receberá o nome de Ketchum Pleon no Reino Unido e no continente europeu. O atual CEO e sócio sênior da Ketchum, Ray Kotcher, irá liderar a agência no mundo, enquanto Timo Sieg, chairman e CEO da Pleon, será o chefe executivo da agência na Europa e se juntará a equipe executiva global da companhia. A movimentação, que beira a quantia de US$ 400 milhões, torna a Ketchum um dos maiores grupos de comunicação do mundo.

De acordo com o presidente da Organização Internacional da Consultoria de Comunicações ex-CEO da Publicis Groupe da MS&L, Lou Capozzi, há a expectativa de mais junções e parcerias globais como essa acontecerem na indústria de Relações Públicas.

“As agências precisam oferecer uma cobertura global para seus clientes”, diz Capozzi. “Isso traz uma grande pressão para que as elas cresçam e expandam suas redes para que também as suas grandes contas possam crescer em importância. É um passo muito inteligente da Ketchum”, complementa o especialista.

Para a Ketchum, que possui uma respeitável presença na Espanha e no Reino Unido, a fusão não apenas reforça sua investida em escala mundial, mas também torna a Ketchum o principal player de RP na Alemanha – uma das maiores economias do planeta e base mais forte das operações da Pleon.

Para a Pleon, cujo único passo nos Estados Unidos foi o trabalho realizado para as demais agências do Omnicom, a fusão proporciona um significativo aumento da presença local. A agência também fará uso das ofertas praticadas pela Ketchum no Reino Unido e na Espanha, onde sua presença até então era mínima.

Via MMonline

Ação de RP Brazuca fatura Leão em Cannes

Foi anunciado hoje o primeiro prêmio para o Brasil na categoria Relações Públicas do festival de Cannes.

Se trata da campanha criada pela LiveAd para a divulgação da série de tv Capitu, da rede Globo. A campanha teve seu foco na internet, mais especificamente em uma rede social criada para promover uma leitura coletiva da obra de Machado de Assis.

A campanha levou o Leão de PR, que nessa categoria não é dividido em ouro, prata e bronze,

Resultados da campanha:

- 106 milhões de pessoas foram atingidas pela mídia espontânea gerada pela ação;

- 6,7 milhões de dólares teriam de ser investidos em propaganda paga para se alcançar essa exposição;

- 33 milhões de espectadores assistiram o primeiro capítulo da série.

Uma bela homenagem à Machado de Assis.
Parabéns TV Globo e LiveAd.

Para simplificar explicações, veja o vídeo abaixo.

One Thousand Casmurros from Livead on Vimeo.

RP, sua hora é essa

A estréia da categoria RP no festival de Cannes esse ano já revela muito sobre esse mercado que não para de crescer no mundo e no Brasil, mas também aponta para a necessidade de profissionalização e desmistificação desse segmento, principalmente aqui, em território nacional.

Na matéria publicada hoje pelo MM Online com excelentes depoimentos de Andrew Greenlees, sócio da CDN Comunicação e jurado brasileiro de RP no festival, fica claro o potencial ainda inexplorado e algumas carências desse segmento… que por sinal são as razões da existência desse Blog que vos escreve.

Vejam algusn trechos da matéria e repare nos trechos destacados em bold.

Andrew Greenlees, vice-presidente e sócio da CDN Comunicação Corporativa estava com um pé atrás para a primeira edição, a começar pela própria conceituação da categoria. “Existe uma discussão que temos entre os jurados a respeito de como você define o que é PR. Várias campanhas diferentes podem utilizar, em algum momento, uma estratégia de PR, seja baseada em pesquisa, evento, relação com a imprensa ou em ações digitais. É uma tendência do mercado. As empresas de comunicação buscam oferecer um leque cada vez mais amplo de serviços”, afirma Greenlees.

Para Greenlees, a chegada de PR a Cannes é um indicativo da tendência de se reduzir as fronteiras entre as modalidades. Além do que, seria uma mostra de que PR está ganhando profissionalismo. “É um setor que cresce no Brasil. Já atingiu US$ 1 bilhão e é representado por uma associação que tem 317 associados”, diz o executivo, referindo-se à estimativa da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom).

Greenlees revela que, na volta, planeja combinar com a entidade alguma maneira de repassar o conhecimento de Cannes para o mercado, até para que sirvam como parâmetros para o festival do ano que vem.

Veja na integra, clique aqui.

[Oportunidade] – Estágio Comunicação Soc/Jornalismo

Atividades de estágio: realizar moderação de comunidades,  organizar, avaliar e editar conteúdo gerado por usuário,  fazer manutenção de blogs dos produtos,  atuar na equipe Editorial do Yahoo! Brasil criando e gerenciando alguns dos serviços web mais utilizados no mundo.

Bolsa auxílio: R$ 1.000,00

Mais detalhes: Vagas

Liberdade não é exclusividade da imprensa

A Petrobras deu uma verdadeira aula de democracia e liberdade de opinião com a recente criação do seu blog Fatos e Dados.

Pra quem ainda não se “linkou” no que está rolando, o blog é resumidamente uma forma da estatal de mostrar à massa o que é liberdade de imprensa. A empresa recebe as perguntas dos jornalistas e veículos, responde e as publica em seu blog antes mesmo do veículo, alegando que essas informações são de propriedade do entrevistado e não necessariamente do entrevistador… o que é a pura verdade, afinal, o conteúdo ali abordado é sobre o entrevistado. É dele!

Além de mostrar na íntegra pra quem quiser ver o que foi perguntado e respondido, é uma forma de minimizar efeitos nocivos de jornalistas e veículos que manipulam entrevistas, como por exemplo, o simples fato de ocultar trechos de respostas, passando uma impressão falsa do real conteúdo ou mostrando apenas o que interessa para o veículo.

Alguns veículos e jornalistas têm repudiado a iniciativa da Petrobrás, alegando que a empresa quebra a exclusividade da matéria e antecipa de “mão beijada” o conteúdo para o veículo concorrente, além de ir contra a liberdade de imprensa.
O que parece é que boa parte da imprensa não sabe o real sentido da palavra LIBERDADE, e que ela é para todos e não de exclusividade da imprensa.

Na última quinta-feira a Petrobras flexibilizou suas regras e se comprometeu a publicar as entrevistas respondidas em seu blog apenas à meia noite do mesmo dia em que ela será publicada no veículo do entrevistador. Sensato.

As coisas mudaram! Não vão mudar, já mudaram. Agora só falta saber se essas mudanças vão desbancar alguns ditadores que mantém o nível de informação do povo nos patamares de décadas atrás.

Mais uma vez ela é a responsável por tal mudança, a INTERNET. Veículos e jornalistas influenciadores de opiniões ainda refutam certas mudanças, mas por quê será? Medo de não se adaptarem ou medo de perderem a força manipuladora de suas opiniões perante a um povo sem iniciativa PRÓPRIA?

A melhor campanha do mundo?!

De novo ela, a campanha do Melhor Emprego do Mundo. Pra quem não sabe do que se trata, o que acho bem difícil, clique AQUI.

Como era de se esperar, a campaha do Melhor emprego do mundo, criada pelo Estado de Queensland, na Austrália, está concorrendo em Cannes pelo prêmio de melhor campanha na categoria de mídias integradas e é uma das favoritas.

Quer ver um trechinho do clipping que a campanha proporcionou ao redor do mundo? Clique no vídeo abaixo.

Não cansa repetir, é definitivamente um dos melhores cases de RP e comunicação integrada de todos os tempos.

Inspire-se:

Efeito cascata gastando pouco

Uma excelente e criativa ação de marketing sempre gera um efeito cascata. Nesse caso, a agência Leo Burnett, de Lisboa, criou uma amostra do medicamento anti-acne Clearasil para atingir a classe médica.

Como é extremamente criativa, por consequência chegou à imprensa e aos consumidores, economizando valiosos Euros com anúncios. E tenha certeza que tudo isso foi pensado, integrando as diferentes áreas da comunicação.

Ao se extrair a cápsula de remédio da embalagem, a impressão que se tem é de que está espremendo uma espinha. A frase “Essa provavelmente será a última vez”, vem impressa em uma das faces da embalagem.
Nos 3 primeiros meses da ação a prescrição do medicamento aumento em 45%.

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Notícia de PaulaRizzo.com

Sou Jornalista e Publicitário. Como???

Há muitos anos já era sabido que um dia jornalistas e publicitários teriam de se juntar, ou mais do que isso, o mesmo profissional seria as duas coisas. Brigas e preconceitos entre essas áreas ainda existem, mesmo sendo claro que um depende do outro para a sobrevivência, ainda mais perante essa crise sem precedentes nos meios de comunicação.

O site True/Slant, recém lançado nos EUA, fez uma proposta interessante aos jornalistas colaboradores do portal, sugerindo que eles fossem os divulgadores do site e criassem comunidades de seguidores de suas notícias. Ou seja, os jornalistas seriam responsáveis por produzir noticias de conteúdo original, divulgá-las entre seus seguidores e onde mais fosse possível, além de terem de interagir com seus seguidores/leitores através dos comentários em suas notícias.

Esses jornalistas contam com um salário fixo, bonificações proporcionais ao tráfego que geram e ainda tem a opção de receber parte da receita publicitária que por ventura venham a gerar.

Talvez esse seja o início de um novo formato que poderá ajudar a equilibrar as finanças na comunicação e, quem sabe, equilibrar os ânimos entre jornalistas e publicitários.

Você acha que pode funcionar?

Notícia do Blue Bus e Media Guardian

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