É comum ouvirmos um estudante ou recém formado dizer que seu desejo ou sonho é trabalhar com produtos ou serviços de luxo, destinados a pessoas da “Classe AAA”.
É mais comum ainda sermos sabatinados por notícias e pesquisas apontando o poder de consumo da Classe C e até D, mas nem sempre os estudantes e profissionais das áreas de comunicação ou qualquer outra dão ouvidos para isso. A pirâmide parece estar invertida, tem muita gente querendo enriquecer trabalhando com o luxo, com o caro, esquecendo aonde está a maior fatia da pirâmide.
A própria Rede Globo, sempre vista como elitista, tem dado o braço a torcer para esses fatos. É normal hoje vermos Joelma, da ultra popular Banda Calypso, participando de programas da emissora. Um exemplo mais banal é o da Casas Bahia, maior grupo varejista do Brasil e um dos maiores anunciantes de todas as mídias, inclusive da Rede Globo.
Veja abaixo trecho da matéria publicada hoje no Meio&Mensagem a respeito do poder da Classe C.
Em 2008, aproximadamente 20 milhões de pessoas passaram a fazer parte da classe C no Brasil, um segmento que representa 86 milhões de pessoas, ou 46% da população do País. Isso representa mais do que a população somada dos três estados mais densamente povoados dos Estados Unidos. E o crescimento dessa população deriva mais da subida das classes mais baixas – D e a E – do que da queda de gente das classes A e B.
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